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Resiliência profissional

Antigamente, era fácil encontrar pessoas que trabalhavam há vinte, trinta anos na mesma empresa – em alguns casos, com o mesmo chefe durante todo esse tempo! O cenário atual é, no mínimo, muito diferente.

As empresas oferecem pressão e metas cada vez mais apertadas, e dessa forma o profissional precisa saber lidar com adversidades o tempo todo. Além disso, com o dinamismo atual do mercado e situações mudando cada vez mais rápido, o indivíduo precisa ser ágil e focado nas soluções, ao invés de lamentar os problemas.

Hoje em dia, uma das características comportamentais mais valorizadas nas empresas é a resiliência profissional. Gosto de definir um profissional resiliente como alguém que não foca no problema, mas sim na solução. Ou seja, alguém com um bom equilíbrio emocional.

Isso significa lidar com situações difíceis e desafiadoras de maneira mais produtiva que outros profissionais. Imagine uma situação de troca de chefe, por exemplo. Esse novo gestor traz com ele inúmeras mudanças e projetos novos. Muitos profissionais seriam resistentes e negativos, dificultando o andamento dos processos. Já os profissionais resilientes seriam mais flexíveis, aceitando com maior facilidade as novidades propostas.

Situações imprevistas também dão dor de cabeça em muita gente. De última hora, o computador trava e você perde o seu trabalho, o carro apresenta problemas mecânicos na ida para a reunião ou o terno da palestra fica manchado de vinho alguns minutos antes da apresentação. Alguns perdem a cabeça. Ficam estressados, lamentando o azar dos acontecimentos. Outros, esperam para se lamentar depois. São positivos em relação ao problema e procuram encontrar a melhor solução, com maior tranquilidade e assertividade. Essas são as pessoas realmente resilientes.

É claro que resiliência não significa sangue frio. Profissionais resilientes também se abalam em situações difíceis, porém mantêm o equilíbrio emocional para encontrar a solução. Afinal, de nada adianta reclamar dos infortúnios, isso não corrige e só atrasa a correção do problema.

Como se tornar um profissional resiliente

Resiliência é uma característica pessoal, que depende muito da personalidade de cada um e de sua criação, desde seus primeiros anos de vida. No entanto, é possível desenvolver a resiliência para se tornar um profissional mais flexível e equilibrado em situações de crise.

Um dos pontos principais é, como sempre, autoconhecimento. Reconhecer suas limitações e pontos fortes é essencial para aprimorar e desenvolver características comportamentais.

Outro aspecto importante é ter um ou mais pontos de equilíbrio fora do trabalho. Pessoas que vivem pelo trabalho e não têm nenhum “refúgio“ em casa, por exemplo, tendem a reagir mal com imprevistos e desafios. Ou seja, quem prioriza apenas o trabalho, num momento de crise encara a situação num grau elevadíssimo de preocupação. Por outro lado, quem tem outras prioridades, como família e outros compromissos, tende a não desperdiçar todas as suas energias no ambiente de trabalho, apresentando, teoricamente, maior resiliência.

Além disso, é sempre bom que o profissional tenha bom relacionamento interpessoal. Isso acontece pois, ao enfrentar dificuldades, a tendência é que ele procure ajuda com seus colegas. Pode parecer inacreditável, mas muitas pessoas são resistentes a pedir ajuda de terceiros, tentando resolver sozinhas os seus problemas. No entanto, como dizem por aí, ‘’duas cabeças pensam melhor que uma.”

Fonte: BERNT ENTSCHEV Fundador da De Bernt Entschev Human Capital.

Headhunter, trabalha na área de Executive Search há mais de 25 anos. Ocupou diversas posições executivas na Souza Cruz, além de ter sido CEO e membro do Board da Manasa. Bernt escreve colunas semanais nos jornais Gazeta do Povo, O Correio do Povo e La Nación. É comentarista de Recursos Humanos no telejornal Bom Dia Paraná, nas rádios CBN e Transamérica e colunista das revistas Amanhã e APRAS. Autor dos livros “Executivos, Alfaces & Morangos” e “Talento em Pauta”, Bernt atua como conselheiro das instituições AMCHAM, AHK, ABRH e IBEF e já foi eleito o 4º Melhor Headhunter do Brasil pelo Canal RH.

Vantagens da Tercerização

  • Reduz Custo Administrativo.
  • Proporciona o Aumento do Lucro.
  • Racionalizam Compras, Materiais de Consumo e Equipamentos.
  • Simplifica a Administração dos Recursos Humanos (Recrutamento e Seleção).
  • Reorganiza Fluxos Internos de Trabalho.
  • Reposição Imediata na Ausência de Funcionários seja por motivos de Demissões, Afastamento Médico e/ou Férias.
  • Reduz Controles.